Pensamento Político

Grupo de Pesquisa Marxismo e Pensamento Político

Passado e presente: a Revolução Francesa no pensamento de A. Gramsci

Está disponível para download a Tese de Doutorado escrita por Sabrina Areco, que é pesquisadora do GPMPP.

ARECO, Sabrina. M. Passado e presente: a Revolução Francesa no pensamento de A. Gramsci. Tese de Doutorado (Ciência Política) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, 2016.

Resumo: A tese trata da análise da Revolução Francesa feita por Antonio Gramsci considerando desde de seus primeiros escritos (1910) até os Quaderni del carcere, redigidos entre os anos de 1927-1935 durante a prisão sob o regime fascista de B. Mussolini. Entender a leitura da Revolução Francesa em Gramsci perpassa por situar as divergências e debates do campo historiográfico e, também, a mobilização que se fazia do passado na esfera mais propriamente política. É preciso considerar a persistência no vocabulário do começo do século XX de termos que remetem à Revolução do século XVIII, como Terror, Ano II, jacobinismo, entre outros, e as comparações que foram estabelecidas entre passado e presente sobretudo a partir de 1917. Nos primeiros escritos, Gramsci tratou da França revolucionária como paradigma e origem da modernidade política, mas recusava integralmente a fase jacobina da Convenção (1793-1794). Entre 1917-1918, ao tratar do tema, voltou sua atenção à historiografia francesa, em especial Albert Mathiez, e iniciou uma “reabilitação” dos jacobinos históricos e, a partir de 1921, tratou-os de forma positiva até sua re-elaboração como categoria teórica-analítica nos Quaderni. A Revolução Francesa, assim, será tratada nos últimos escritos como um longo processo de construção da hegemonia na França e o partido jacobino como essencial para a conformação do Estado nacional e do “povo” francês, por ter amalgamado campo e cidade. A categoria de jacobinismo está vinculada à reflexão sobre a estratégia política das classes subalternas e foi incorporada ao léxico gramsciano após o processo intelectual de maturação estimulado pela Revolução Russa e desenvolvido no período carcerário, quando passou a compor o núcleo central de sua teoria política.

Disponível em <http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=000972664&fd=y>

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